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Vou começar esse post com a seguinte frase: 

 

Se acalme, seu filho estar “quentinho” não é o fim do mundo! Mas quando isso ocorre é necessário tomar algumas decisões.

A primeira delas é: Afira sempre a temperatura de maneira correta.

 

Muitas pessoas tem a seguinte duvida: 

Acima de qual temperatura devo considerar que meu filho esta com febre?  

 

Existem muitas controvérsias, porém, eu adoto as bibliografias que  definem a febre por temperatura axilar, medida por termômetro de mercúrio, superior ou igual a 37,8 graus. 

A temperatura retal é a mais próxima da temperatura central e indica febre quando se mostra acima de 38,3 graus. 

É possível aferir também a temperatura oral, que indica febre quando se encontra superior a 37,8 graus.

No Brasil a avaliação da temperatura mais aceita culturalmente é a axilar. E é a que utilizaremos no consultório, em casa e nas emergências.

 

Hoje é fácil vermos em mãos de pediatras, e até mesmo em farmácias ou lojas de produtos médicos, os termômetros de infravermelho. 

Já se depararam com algum desse tipo? 

Existem os que medem a temperatura colocando a luz que o aparelho emite na testa da criança e os que medem colocando a luz no ouvido.

 

Posso falar com mais propriedade sobre esses que medem a temperatura “pelo ouvido”.

Cientificamente, nós médicos, chamamos esse método de termometria infravermelha de membrana timpânica. 

É um excelente método de medida da temperatura central pois a membrana do tímpano é perfundida por uma artéria que irriga a parte do cérebro responsável pela regulação da temperatura, chamada centro termorregulador, e assim pode nos dar uma temperatura mais próxima da real. Além de a leitura ser fácil e rápida. 

Mas os termômetros disponíveis hoje com essa tecnologia nos fornece leituras extremamente variadas, o que não as deixam muito confiáveis. 

Uma pena!

 

É importante ressaltar que a febre é um sintoma, e não uma doença. 

Ou seja, ela pode ser consequência de uma doença benigna e autolimitada, o que ocorre na maioria das vezes. Mas também pode estar ocorrendo por uma situação com maior gravidade, e esse é o grande motivo da necessidade de uma avaliação médica quando ocorre aumento da temperatura. 

 

Outro ponto importante que as mães não sabem é que a temperatura da febre não tem relação com a gravidade da doença. Isso quer dizer que, quando seu filho apresenta uma temperatura alta não necessariamente esta com uma doença grave, e quando esta com uma febre branda, pode sim estar apresentando quadros sérios.

Somente um pediatra bem qualificado poderá diferenciar situações benignas e autolimitadas daquelas com maior gravidade. 

 

Então a segunda decisão a ser tomada será: Em caso de febre procure sempre seu médico!

 

Percebo que algumas mães chegam ao pronto socorro com seus filhos prostrados e em mau estado geral, por estarem com a temperatura elevada naquele momento.

Acredito que isso ocorre, pelo fato dessas mães se preocuparem em apresentar seus filhos ao pediatra em estado febril.

Saibam que a febre altera o exame fisico do bebê e da criança. Para que o pediatra tenha um bom parâmetro do estado fisico do paciente, ele deve examina-lo afebril, ou seja, sem febre.

Então, procurem não sair de casa com seus filhos antes de administrar o anti-térmico prescrito anteriormente por seu pediatra de rotina. 

 

Sendo assim a terceira decisão será: Administre antitérmico na dose específica para seu filho assim que fizer o diagnostico de febre, após aferição correta da temperatura.     

 

Ainda ha muito o que falar sobre a febre, esse foi só uma prévia do assunto. 

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